16.12.14

Nr 1

Eu realmente fui um tolo. 22 anos... vinte e dois fucking anos a toa. Acreditei durante toda minha vida que eu tava certo. Que eu deveria ser fiel, que eu deveria ser um cara certo. Fugi de toda a poluição das cidades, Todo o sexo, toda a violencia, toda os males que atingem a sociedade. Tudo porque eu era inocente. Porque alguém me disse que isso iria render frutos no futuro. Pois bem, o futuro chegou, e trouxe com eles frutos podres, radioativos. Não adianta fugir da poluição da cidade, se vc está na cidade. Por mais que vc não queira ser parte do todo, o todo faz parte de vc. Do que adianta fugir. 

   Eu sei, é complicado entender com tantas coisas estranhas sendo ditas. Mas é bem simples. Você pode até ser puro, mas se ninguém mais é puro que nem você, como vc vai viver com outro? Você não querer fazer parte do sistema, mas pra isso vc nunca vai poder ter relações com o sistema. Foi isso que minha mãe esqueceu de me falar, foi isso q o coração romântico dela não percebeu quando ela era mais nova, pq ela ainda acreditava no amor, assim como eu. E hoje em dia vejo q ela tb percebeu. Não existe mais amor, o amor realmente morreu. O sistema é mais forte que o qualquer coisa no mundo, e quem vacila, roda. É simples assim, sem mais nem menos. Não vou culpar minha mãe por ter vivido uma vida de ilusão, tadinha, ela tb vivia uma. Ela só não percebeu q esse sistema era falho. E a falha estava só no momento de relacionamento. Por isso o tempo que se demorou para perceber essa falha. É simples.
    Você não precisa viver a vida como todos, você pode ser a excessão. Mas a grande questão é, vc vai ser a excessão. O único. Um relacionamento é feito a 2. Se você é a excessão, como espera viver coma alguém que não é a excessão? veja bem, não existe outra excessão além de vc, pq se não vc não seria a excessão. Ela esqueceu desse detalhe. No fim é isso, excessão. Eu quis ser único. Não posso culpar ninguém por isso, foi uma escolha minha. então tenho que aceitar isso, aceitar q errei, aceitar que fui um tolo. Foi um risco que eu corri, talvez sem saber.

   Não quero ter mais ilusões de que mereço algo, de que os outros estão errados. Tenho que aceitar que o erro foi meu. Não é culpa de ninguém eu ter o passado que tive. Só posso tentar mudar o presente e quem sabe sonhar com o futuro. Se quero viver no sistema, tenho que aceitar que irei fazer parte dele. Aceitar que ninguém vai se importar com a sua verdade, porque essa verdade não existe no sistema deles. Acho que no fim, meu lema estava certo. 

NADA é verdade. 
TUDO é permitido.

13.10.14

Uma carta para você.

Esse texto é pra você. Sim, você. Eu não sei falar tudo o que eu sei escrever, por isso me desculpe por te fazer ler. Não sei como começamos, acho que não importa, mas sei onde estamos. Me entreguei, de verdade, pra você. Mas sempre mantive um pé atrás, é da minha natureza. Mas não mantenho mais, essa é a verdade. Não me importa seu passado, não me importa o futuro. Não agüento mais me sentir mal por não conseguir confiar em ninguém, eu preciso confiar em alguém, então que esse alguém seja você. Não traia essa confiança, pode ser a última vez que eu me abra assim. Eu sei, é um tremendo peso para se carregar, mas veja bem meu bem, você é única. Estou te dando a faca, e você faça dela o que quiser. Não tenho mais defesas, não quero mais ter. Quero só me sentir humano, me sentir normal. Quero acreditar que nem todo mundo é tão mal quanto parece ser. 
Sim, é você. Nunca achou que teria tal poder em suas mãos não é? O poder de uma vida, o poder de mudar ou matar. É seu, faça bom uso. Espero que acredite nisso, espero que eu esteja fazendo a escolha certa. Minha vida sempre foi cheia de testes, e esse é só mais um deles. Mas espero que eu passe dessa vez, espero que eu consiga voltar a viver. 

Por favor, acredite no que te escrevo, pois minhas palavras irão te iludir. Mesmo se eu negar, mesmo se eu discordar, mesmo se eu desacreditar.

Acredite no que te escrevo, é tudo o que tenho. Quero acreditar no amor, e por isso digo que te amo.

Com carinho
H.F.

22.9.14

L o v e

Por muito tempo fiquei sem escrever, e nunca entendi o porque. Eu vivia estigado a escrever sobre todas as minhas experiências em vida, e com o tempo esse interesse se perdeu. Não é q minha vida tenha se tornado menos interessante, mas minha vontade de escrever sobre ela se tornou menos interessante. Acho que comecei a me sentir mt exposto, mesmo sabendo q poucos, se não ninguém, realmente liam tudo o q eu escrevia. 

Muito tempo se passou, e aqui estou eu, escrevendo. E a pergunta que não sai da minha cabeça é "Pq agora?"
Muita coisa mudou na minha vida, sim isso é um fato, mas muita coisa já havia mudado a muito tempo. Então porque agora? 
Fui pensar nesse dia, nesse exato dia que resolvi vir escrever. Não foi um bom dia. Fui tomado por um forte sentimento de raiva, incontornável e inexplicável. Não era raiva de alguém, não era raiva de algo. Era simplesmente raiva. Pura é simples raiva. Passei o dia todo com esse peso no peito, sentindo td ao meu redor como algo desagradável. Usei de td o que eu tinha para tentar me acalmar, todos os meus métodos de escape. Nada. Uma luta que eu nunca conseguiria ganhar. 
Fui dormir.

Mas um segundo antes de cair no sono, senti essa raiva se dissipar. E como uma névoa, ela foi embora revelando tudo o que ela cobria. 

E o que ela cobria é lindo.

Amor.

Na sua forma mais simples e pura. 

Amor. 


Não por uma pessoa, não por algo.

Simplesmente amor. E foi esse amor q me levou a escrever de novo. 
Pq esse amor, eu não sentia a muito tempo. Pq esse amor me remete a infância, a uma época em que nada me preocupava. 
Uma época em que eu era feliz. 
E foi isso q eu percebi, eu estou feliz. Não sei por quanto tempo, não me importo. A visita desse velho amigo que é o amor me fez um bem tremendo. Não me importo se ele resolver viajar de novo e sumir por anos, pq nessa visita eu vi q ele não mudou, ele continua o mesmo velho e lindo amor.

7.8.14

O pensar

Estou aqui para escrever sobre um conto que surgiu na minha mente;
Hoje acordei com uma cerveja ao meu lado.


Um certo lobo tinha uma ideia fixa na mente. "Eu preciso sobreviver".
Ele sabia que não pertencia a nenhuma alcateia, pois não conseguiria se encaixar em nenhuma. Era muito fraco e não aceitava isso. Passou uma boa parte de sua vida tentando se incluir no mundo dos lobos que viviam unidos, mas era muito diferente destes. Pensava diferente, agia diferente. Quando finalmente se deu conta de que não existia nenhuma alcateia no mundo que o aceita-se, resolveu procurar qual era o sentido da sua vida. Tinha sido criado de forma a achar que o objetivo de vida de qualquer lobo era se encaixar em alguma alcateia e dar continuidade a mesma da melhor forma possivel. Se não pertencia a nenhuma, qual era o sentido de viver então? Começou então uma busca incessante pela resposta a sua pergunta.
Atravessou mundos e enfrentou os piores climas. A cada dia que se passava, mais a certeza de que a vida não tinha sentido se confortava na sua mente. A vida se resumia a relações entre os seres que via. Percebeu então o quão banal era o fato de viver. Era simples. Caçar, comer, cagar, dormir e morrer; A vida era uma longa e incessante busca pela morte. Qualquer tipo de busca de um motivo parar viver se resumia a morte. Morrer melhor. Foram-se anos.

O lobo perdido, com fome, ferido e cansado finalmente percebeu que iria morrer. O prazer que isso lhe deu foi tão grande que não conseguiu morrer. Seu corpo reagiu contra a sua vontade. O desespero tomou conta de sua mente. Começou a correr, correr sem parar. Não sabia pra onde ia nem o que fazia. Só conseguia correr. Algumas horas depois desmaiou. Ao acordar reparou um grupo de outros lobos cuidando dele. Não sabia onde estava nem quanto tempo havia se passado. Tentou se levantar e não conseguiu. Suas patas estavam e carne viva. Olhou ao seu redor e reparou que conhecia essa alcateia. Conhecia por ter sido exatamente a primeira a lhe expulsar. O que devia ser um momento de alegria rapidamente se tornou de tristeza. Eles não estavam ali pra ajuda-lo, estavam ali pra impedir-lo de estragar toda a imagem que se construiu sobre os lobos. Um lobo fraco, abatido, e perdido no meio do nada, não era uma boa imagem para a raça. Desmaiou.

Ao acordar de novo estava em outro lugar. Aquela alcateia continuava lhe carregando junto com eles. Queriam garantir que sobrevivesse, mesmo que de forma miserável. Passou os próximos dias parado, imóvel. Apenas analisando o seu redor. No 3º dia percebeu aquilo mudaria o resto da sua vida.

Nenhum lobo pensa.

Nenhum lobo precisa pensar. A felicidade deles está em não pensar. Não existia uma alcateia solida, não existia a garantia de nada. Era o a pensar, o único a refletir sobre a vida. E ao fazer isso, era excluído de todas as alcateias. Ele era um risco para elas. Ele era uma doença.

Um sorriso se esboçou em seu rosto. Uivou o mais alto que podia e se matou.

  -No dia seguinte, a imagem que se formará era perfeita. O lobo em questão, estava lá, vivendo na alcateia. Todos vivendo como um só organismo. Nenhum pensamento mais existiu. O equilíbrio reinou novamente. A paz voltou.

14.6.14

Demon days - El mañana

Tenho que admitir algo. Faz um tempo que já tive essa epifania e me mantive numa luta constante contra ela, mas ela vem se mostrando real a cada dia que passa.
         Eu vivo um mundo de fantasia, de ilusão.

Uma ilusão muito bem construída, tão bem construída que eu demorei tanto pra perceber que era apenas ilusões criadas pela minha própria mente numa tentativa frustrada de me proteger de vontades suicidas presentes no meu passado. Mas eu já sei que não vou me matar, não tão cedo. Minha curiosidade sobre a vida me impede de me matar. E graças a essa certeza que foi construída recentemente eu consegui enxergar toda a ilusão que me cerca. Tudo que eu vejo no mundo é uma ilusão. Todos os sinais, todas as atitudes, todos as conversas...Todas modificadas por essa ilusão. Ninguém tem real interesse no que se passa na minha mente, ninguém jamais vai realmente se interessar. Não consigo ser interessante. Não consigo ser agradável, não consigo ser amável, não consigo ser lembrado. Todas minhas atitudes são ruins, é a minha natureza. Ninguém consegue se manter muito tempo por perto sem se machucar. Mas NÃO NA MINHA ILUSÃO! Nessa linda ilusão, as pessoas gostam de mim, as pessoas me procuram, as pessoas querem saber o que se passa, e olhe só que pretensioso, as pessoas me amam.

O mais impactante foi perceber como tudo foi criado pela minha mente. Voltar no passado e rever todos os momentos que tive deis que me conheço por gente e perceber como eu me proibia de ver a verdade mudando a realidade só para não desistir do meu sofrido processo de "socialização". Porque se eu consegui-se ver a verdade, se eu percebe-se que minha presença não era nada para os outros, eu teria largado de mão tudo, sem pensar duas vezes. Conseguia viver bem sozinho e meu maior temor era envolvimento com seres humanos por serem tão complicados e impulsivos. Mas já passou tempo de mais, o estrago já foi feito. Não consigo mais viver sozinho, nem sei mais o que é ser sozinho como era antes.

Toda essa epifania causou um bom dano a minha mente, é verdade. Foi um belo furacão que bagunçou mais ainda minha mente já confusa. Mas dos destroços e destruição eu pude ver o que estava escondido por debaixo de toda essa "fortaleza" que era minha mente e a ilusão criada por ela. Agora consigo enxergar como sou usado, e sou basicamente isso. Um instrumento. Todos usam da forma que precisam e não se importam, porque afinal de contas um instrumento foi feito pra ser usado e ponto final. Ninguém pensa duas vezes antes de bater uma martelo, ele foi feito pra isso. E essa é a visão que todos tem de mim, sem exceção. Me usam sem pensar duas vezes, sem se preocupar com qualquer estrago que possa ser feito, porque afinal de contas existem varias martelos no mundo.

Eu uma vez ouvi uma historia interessante, e não deixar de notar como ela se encaixa perfeitamente nessa situação e explica exatamente o que acontece daqui a pra frente.
 É uma historia sobre um menino que foi pra guerra cedo de mais. Por ser tão novo ele foi destinado a ser o "recarregador", ou seja, o cara que anda pra lá e pra cá com munição dando reserva para todos os que estavam sem durante a guerra. No começo da guerra o menino estava animado, sentia que seu cargo era importante e que devia cumprir com seu dever. Com o passar dos dias da guerra, ele foi percebendo como os outros o tratavam mal, por considerarem ele um inútil. Para os soldados, o jovem não era nada mais do que uma ferramenta que eles tinham o poder de usar sem medo. Após algumas semanas de guerra, o menino percebeu que não queria mais aquilo, não nascera pra simplesmente ser usado pelos outros. Preferia estar vivendo uma vida calma, em um lugar longe afasto de tudo. E foi isso que fez. Sem avisar a ninguém ele sumiu e foi viver sua vida.

Pois bem, se a historia termina-se aqui... Mas não termina. Existem os detalhes que dão cor e beleza a esse final épico. O menino foi embora sim, mas sem saber que esse dia seria o dia mais intenso da guerra toda. O que aconteceu com o menino? Nada! Ele foi embora e viveu feliz a vida simples dele. O que aconteceu com os soldados? Pois bem, todos foram pegos de surpresa pela força inimiga lançando um ataque massivo contra eles. Não era uma estrategia boa, eles estavam bem armados e tinham munição de sobra, mas o general inimigo estava desesperado e resolveu aplicar medidas extremas. O ataque foi feito, os soldados descarregaram suas armas sem pudor. Ao ver que seu recarregador não aparecera, o desespero tomou seus corações. Era o fim da guerra.


Estou esperando o fim da guerra.



29.5.14

Rebirth. Day.

Meu aniversário foi muito útil. Sua utilidade é facilmente volátil mas não menos importante que a sua intensidade. Nas horas passadas em em solidão entrei em contato com uma antiga forma minha de pensar. Toda uma construção que havia deixado pra trás por ter caído nos encantos das novidade na minha vida. Conseguir voltar assim, é como sair de dentro d'água depois de mt tempo submerso. A mesma sensação de vida, de ter escapado daquela prisão, que no meu caso era mental. Foi interessante, sim, mas não obstante percebo que minha rota, antes coberta por uma névoa , agora está nítida a minha frente. E me assusto com o quão tortuosa ela é! Saber que o caminho que me espera é cheio de declives e subidas não me agrada, mas não me sinto mais um cego, tateando o vazio.

26.5.14

Mind notes 9

Me peguei saindo de uma aparente alucinação. Estava em Ipanema, sozinho e no meio da praia.

Hnk- OK! o que foi isso?
Mh- acho que você se perdeu.
Hnk- Como eu vim parar aqui?!?! Que porra está acontecendo?!?!
Mk- Você Pirou! É bem simples gênio! Se perdeu nos seus pensamentos e entrou numa alucinação, você não lembra do que estava vendo agora a pouco?
Hnk- Eu só lembro que eu estava acompanhado, mas agora eu estou sozinho...
Mh- Você não lembra das coisas que acabou de ver?!?! Nossa, um desenho de tudo o que aconteceu agora renderia milhões!
Lu- Acho que ele não quer lembrar.
Hnk- Eu não me lembro! Eu só sei que estou sozinho, no meio do nada e sem saber que horas são.
Lu- Henrik, você já está andando faz 5 horas...
Hnk- Isso explica essa dor na perna... Me diga, o que eu deveria me lembrar?
Tyr- Acho que é melhor você não saber, pode não te agradar muito.
Hnk- Eu sou curioso, eu não vou conseguir simplesmente não saber. Acabei de acordar no meio do nada e quero explicações.
Mk- Você andou conversando com muita gente que não existe Henrik! Passou as ultimas 5 horas discutindo seu destino com seres que não existem, frutos da sua imaginação. Sua decisão final após todas essas discussões...
Mh- NÃO!
Mk- ....
Mh- Ele não precisa saber disso.
Hnk- Saber o que?
Mk- ... você escolheu tornar verdade o seu maior pesadelo.

(...)