9.3.14

what's up kid?

    Acho que tive uma epifania. Acho não, tenho certeza. Porque eu já consegui ser tão feliz com tão pouco e hoje em dia passo os dias tristes correndo atrás de uma felicidade inexistente?
    Porque a minha felicidade antigamente só dependia de mim. Eu era sozinho? Sim era. Era solitário? sim era. Mas CACETE eu tava sorrindo o tempo TODO! Não tinha tempo feio! Todos os dias eu acordava sorrindo e ia dormir sorrindo. A vida era simples porque eu só dependia de mim mesmo para tudo. Eu nem se quer pensava em como "ruim" era estar sozinho. Tudo era lindo, eu estava em sintonia com o mundo.
Então onde foi que eu me perdi? Sei bem onde foi na verdade. No dia que eu sai do meu quadrado. No dia em que eu resolvi lutar contra meu medo de outras pessoas. Foi nesse dia que tudo veio a baixo.
   Pensando hoje em dia, acho que entendo porque eu tinha esse medo... Não era medo das pessoas, era medo do que elas representavam. Suas inconstancias. Eu vivia no meu mundinho, tudo era certo, nada fugia do esperado. Eu não criava expectativas sobre nada. Era tudo pronto. Era só uma constante diversão dia após dia. Quando eu me abri a conhecer novas pessoas, a me envolver nos mundinhos dos outros, todas as bases do meu próprio mundinho desmoronaram. E EU NEM PERCEBI. Estava ocupado de mais maravilhado com a beleza do mundinho dos outros. Era muito interessante, era cativante. Mas o que eu não sabia era que eu não pertencia a nenhum desses outros mundinhos, e quando  me dei conta disso, meu próprio mundinho já estava acabado. Fiquei no Limbo. Não tinha nem o meu mundinho e nem o mundinho dos outros. Não pertencia a lugar nenhum. E não fazia ideia de como tinha ido parar ali.
   Aos poucos fui reconstruindo meu mundo, usando os pedaços do antigo. Mas nunca mais ele seria o mesmo, já não era perfeito porque eram apenas remendos. Eu podia me esforçar o quanto quisesse, mas eu sempre veria a porra das rachaduras. E assim cheguei onde estou, vivendo a lembrança de um mundo perfeito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário